Como fortalecer a imagem que seu filho constrói sobre si mesmo
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Autoestima na adolescência: como fortalecer a imagem que seu filho constrói sobre si mesmo
Muito além da aparência: autoestima também fala sobre pertencimento, confiança e valor pessoal
A adolescência é uma fase de descobertas, mudanças e muitas inseguranças silenciosas.
Enquanto o corpo muda, o adolescente também começa a construir algo ainda mais importante:
a forma como enxerga a si mesmo.
E autoestima não fala apenas sobre aparência física.
Ela também está relacionada:
à confiança;
ao sentimento de pertencimento;
à forma como o adolescente acredita ser visto pelos outros;
à capacidade de se sentir suficiente;
à segurança para se expressar;
ao medo de rejeição;
à sensação de valor pessoal.
Muitos adolescentes convivem diariamente com pensamentos como:
“Será que gostam de mim?”
“Será que sou importante?”
“Será que eu me encaixo?”
“E se eu não for bom o suficiente?”
Embora nem sempre falem sobre isso, essas dúvidas costumam estar muito presentes no dia a dia.
Quando o adolescente começa a acreditar que precisa ser outra pessoa para ser aceito
As redes sociais, as comparações constantes, a necessidade de aprovação e o medo de exclusão podem fazer com que muitos adolescentes passem a acreditar que precisam mudar quem são para serem aceitos.
Alguns começam a esconder emoções.Outros evitam se expor.Há aqueles que tentam agradar o tempo inteiro.E também existem os que aparentam autoconfiança, mas internamente convivem com insegurança constante.
Muitas vezes, a baixa autoestima não aparece apenas através da tristeza.Ela também pode surgir como:
isolamento;
irritabilidade;
medo excessivo de errar;
dificuldade em fazer amizades;
necessidade constante de aprovação;
comparação exagerada;
autocrítica intensa;
dificuldade em acreditar nas próprias capacidades.
Por trás de muitos adolescentes silenciosos, irritados ou excessivamente fechados, pode existir alguém tentando lidar com o medo de não se sentir suficiente.
A autoestima se constrói nas relações
A forma como um adolescente se enxerga não nasce apenas dele mesmo.
Ela também é construída através:
da maneira como é tratado;
das experiências emocionais vividas;
da sensação de acolhimento;
das críticas recebidas;
do espaço que sente ter para ser quem é.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreendemos que pensamentos influenciam emoções e comportamentos. Quando o adolescente começa a acreditar que não possui valor, tende a se sentir mais inseguro, retraído e ansioso socialmente.
Já na Terapia do Esquema, entendemos que experiências repetidas de rejeição, críticas excessivas, invalidação emocional ou falta de pertencimento podem fortalecer sentimentos profundos de inadequação e desvalorização.
Com o tempo, o adolescente pode começar a acreditar que precisa esconder partes de si para ser aceito pelos outros.
O que os pais podem fazer no dia a dia?
Fortalecer a autoestima não significa criar adolescentes perfeitos ou protegê-los de toda frustração.
Significa ajudá-los a desenvolver segurança emocional para lidar com erros, relações e desafios sem acreditar que precisam ser perfeitos para terem valor.
Escute sem minimizar
Muitas dores emocionais da adolescência parecem pequenas para os adultos, mas podem ser enormes para quem está vivendo aquela fase.
Evite comparações
Comparações constantes costumam fortalecer sentimentos de inadequação e afastamento emocional.
Valorize quem ele é, não apenas desempenho
Adolescentes também precisam sentir que possuem valor além de notas, resultados ou expectativas.
Incentive autonomia e confiança
Permitir que o adolescente participe de decisões e perceba suas próprias capacidades fortalece a autoconfiança.
Demonstre acolhimento emocional
Às vezes, o que mais fortalece a autoestima é sentir:
“Existe um lugar onde eu posso ser quem sou sem medo.”
Quando procurar ajuda psicológica?
Quando a insegurança, o isolamento emocional, a ansiedade social ou o sofrimento começam a afetar relações, rotina, escola ou bem-estar emocional, buscar ajuda pode ser importante.
A psicoterapia pode ajudar o adolescente a:
compreender emoções;
fortalecer autoestima;
desenvolver habilidades sociais;
construir autoconfiança;
lidar melhor com comparações e inseguranças;
criar uma relação mais saudável consigo mesmo.
Seu filho não precisa se sentir perfeito para ter valor
Todo adolescente precisa sentir que pode existir sem precisar esconder quem é.
A autoestima saudável não nasce da perfeição.Ela nasce da experiência de perceber:
“Eu posso errar, ser imperfeito, sentir medo… e ainda assim continuar tendo valor.”

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